sexta-feira

Pra quem está sentindo toda dor descendo na garganta devagar, gota a gota do veneno que mata. Da saudade errada, medo do pra sempre ser verdadeiro agora. Pra quem se vê perdida sem alguém, pra quem já nem vive mais. E se vive, vive em torno disso sempre. Mas não me julgues por ser assim, cada um carrega o fardo que quer. E se quero te levar pra sempre aqui, esse é o meu fardo. Olho e vejo sua felicidade tão bem estampada, que sonho que conseguiu realizar, enquanto o meu ainda vaga por ai, até repousar. Nem o sonhar me resta mais, já tento me esquivar. Mas por minha culpa, você me apareceu de novo, e de novo eu caí e chorei. E se eu usar esse espaço para outro nunca será, nunca será. E eu que pensei que era só a saudade que valia a pena. Pra que memória, se andas no meu sangue?
[interminado]

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